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Terça-feira, 8 de setembro de 2026 Notícias jurídicas do Maranhão
Correio Jurídico MA

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Segurança

Polícia Civil exuma corpo de jovem indígena em Fernando Falcão; dois presos por suspeita de estupro coletivo e feminicídio

Exumação realizada nesta terça-feira (8) na Aldeia Porquinhos, território do povo Canela, busca provas técnicas sobre morte ocorrida em julho; dois indígenas estão presos temporariamente por decisão judicial.

A Polícia Civil do Maranhão realizou nesta terça-feira (8/9) a exumação do corpo de uma jovem indígena do povo Canela, morta em 4 de julho na Aldeia Porquinhos, no município de Fernando Falcão. O procedimento integra o inquérito que apura a morte como feminicídio precedido de estupro coletivo. Dois indígenas estão presos temporariamente, por ordem judicial, sob suspeita de participação no crime.

A investigação é conduzida pela 15ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Barra do Corda, com apoio da Perícia Oficial, por meio do Instituto Médico Legal (IML) de Imperatriz, e acompanhamento da unidade da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Barra do Corda.

Por que a exumação

Segundo a apuração policial, o corpo da vítima foi sepultado na aldeia antes da realização de exames periciais oficiais, e a morte só chegou ao conhecimento da polícia cerca de doze dias depois do fato. A exumação foi determinada para reunir elementos técnicos que permitam esclarecer as circunstâncias da morte — em especial a natureza e a sequência das lesões — e confirmar ou afastar a hipótese de violência sexual coletiva.

O relato colhido até agora pela Polícia Civil aponta que a jovem teria sido submetida a uma sequência de agressões físicas e sexuais, com uso de garrafas, fragmentos de madeira e objetos contundentes.

Prisões e situação do inquérito

Os dois suspeitos presos são indígenas e foram detidos em cumprimento de mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. A Polícia Civil informa que a investigação continua para identificar outros possíveis participantes. Os nomes da vítima e dos investigados não foram divulgados oficialmente.

O caso está classificado, até o momento, como homicídio qualificado na forma de feminicídio e estupro coletivo. Concluída a perícia sobre o material exumado, o resultado será juntado ao inquérito, que segue em andamento; o relatório final será encaminhado ao Ministério Público, a quem cabe decidir sobre eventual denúncia.