Polícia Civil do MA prende em Goiás investigado por feminicídio de 2015 em São José de Ribamar
Foragido havia cerca de 11 anos, o homem foi preso em Rio Verde (GO) em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal de São José de Ribamar.
A Polícia Civil do Maranhão, em ação integrada com a Polícia Civil de Goiás, localizou e prendeu um homem investigado por feminicídio ocorrido em 2015 em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. A prisão aconteceu na tarde do sábado (31), em Rio Verde, no interior goiano, onde o investigado estava foragido havia aproximadamente 11 anos.
Mandado de prisão preventiva
A ordem foi cumprida a partir de mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal de São José de Ribamar, no processo que apura o feminicídio ocorrido em 3 de outubro de 2015. Conforme a decisão judicial citada pela corporação, o investigado teria fugido depois do crime e permanecido em local incerto e não sabido durante cerca de 11 anos.
Como o investigado foi localizado
Segundo a Polícia Civil, a localização resultou do trabalho investigativo da Delegacia Especial de Raposa, que identificou pistas sobre o paradeiro do homem em Goiás e subsidiou a representação pela prisão preventiva. O compartilhamento de informações entre as equipes dos dois estados permitiu que policiais da equipe de pronto emprego da 8ª Delegacia Regional de Polícia de Rio Verde o encontrassem durante uma abordagem em via pública.
Na abordagem, foram apreendidos dois aparelhos celulares. De acordo com o relato da corporação, o homem afirmou saber da acusação relacionada à morte de uma ex-companheira no Maranhão e disse ter se deslocado para Rio Verde por receio de familiares da vítima.
Situação processual
Após a prisão, o investigado foi conduzido à Delegacia de Polícia de Rio Verde, onde foram feitos os procedimentos legais, e permanece à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil destacou que a cooperação entre as instituições dos dois estados foi fundamental para o cumprimento da ordem judicial. O caso segue no âmbito do processo em curso na 2ª Vara Criminal de São José de Ribamar.