MPF no Maranhão confirma que servidora foi vítima de phishing após uso indevido de credenciais no caso Master
Apuração interna do MPF concluiu que a servidora Alina Franco Boueres de Araújo teve credenciais capturadas por golpe de phishing; acessos indevidos já foram bloqueados.
A Procuradoria da República no Maranhão (PR-MA) divulgou nota confirmando que uma servidora do Ministério Público Federal (MPF) teve suas credenciais de acesso usadas indevidamente por investigados no caso Master. Segundo o órgão, a Polícia Federal (PF) já havia comunicado o MPF sobre o episódio em 2025, e uma apuração interna concluiu que a servidora, identificada como Alina Franco Boueres de Araújo, foi vítima de phishing — técnica de engenharia social usada para capturar senhas e dados de acesso.
De acordo com a nota, o MPF tomou "todas as providências necessárias" para bloquear os acessos indevidos identificados e evitar novos ataques ao sistema da instituição.
O que diz a nota oficial
O texto divulgado pela Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Maranhão é objetivo: relata o comunicado recebido da PF em 2025, confirma o resultado da apuração interna sobre o uso das credenciais da servidora e informa as medidas de bloqueio adotadas. O MPF não detalhou, na nota, a extensão dos acessos feitos com as credenciais nem quais sistemas foram afetados.
O caso Master é objeto de investigações em curso que envolvem suspeitas de irregularidades financeiras apuradas por diferentes órgãos. A nota da PR-MA não informa se o episódio de uso indevido de credenciais gerou ou vai gerar apuração disciplinar interna adicional, nem se o caso foi levado a outra instância de investigação.