Justiça de São Luís vai cobrar do Município repúblicas para jovens que saem de abrigos em 11 de novembro
Audiência de monitoramento na 1ª Vara da Infância avalia cumprimento de sentença de ação do MPMA que manda implantar Serviço de Acolhimento em República.
A 1ª Vara da Infância e da Juventude de São Luís realizará, em 11 de novembro, às 9h30, audiência de monitoramento e prestação de contas sobre o cumprimento de medidas de acolhimento a jovens egressos de abrigos. O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e Juventude, participará do ato, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau.
A sentença
A audiência integra o cumprimento definitivo da sentença proferida em ação civil pública do MPMA contra o Município de São Luís. A decisão busca proteger jovens que completam 18 anos em instituições de acolhimento sem condições de autossustento ou apoio familiar. A Justiça determinou que o Município implante o Serviço de Acolhimento em República, com unidades masculina e feminina.
Enquanto o serviço não estiver plenamente implantado, a prefeitura deve garantir aluguel social ou hospedagem, inclusão no CadÚnico e acompanhamento contínuo pelas equipes dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). A sentença transitou em julgado em julho de 2025 e, desde então, o cumprimento segue o modelo de processo estrutural, com cronogramas graduais.
Pontos da pauta
Um dos principais temas será o plano consolidado da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) para abrir a República Feminina, sob gestão direta do Município. Segundo o MPMA, São Luís não tem hoje unidades ativas para o público feminino. Também será avaliado o funcionamento da República Masculina Florescer, administrada em parceria com organização do terceiro setor.
O Município deverá ainda comprovar a regularidade dos pagamentos e a suficiência dos valores do aluguel social. Está prevista a discussão de um fluxo de comunicação prévia ao Judiciário antes de os adolescentes acolhidos completarem 18 anos, para planejar a transição à vida adulta.